Tesouros e Baús

 

 Aquilo que procuramos no fundo, não é mais do que um invólucro para a nossa alma. Uma caixa que nos sirva de proteção, exibição e embelezamento, como as vitrinas que observamos nos museus. Sendo nós as obras de arte em exposição.

Podemos procurar isto através de vários meios, sendo o mais comum e constante, através de outros sob a forma de relação.

Onde quero chegar com esta analogia, é que por muito que idealizemos a outra parte, esta não tem uma forma especifica, pois pode tomar qualquer forma, desde que cumpra o seu a sua função.

Apreciação completa do nosso ser, e impulsão do mesmo.

 

Estes “invólucros” podem tomar várias formas, realçando diferentes aspetos cada um, impulsionando e/ou realçando partes diferentes do que somos, extraindo de nós vários dos nossos pontos fortes.

O importante é não deteriorarem a arte ao envolvê-la, já que a conservação e melhoria da arte é a parte mais relevante do processo, pois para um ambiente não adequado à preservação e desenvolvimento, a deterioração da peça é certa.

 

Contudo, ao contrário de uma obra num museu, o nosso valor não depende da quantidade de pessoas que nos admiram ou do preço que cada uma destas coloca sobre nós, reside sim no valor em que nós, enquanto arte, atribuímos a nós mesmos, (não desprezando e admitindo até que estes dois fatores podem indiretamente contribuir para a esta nossa valorização, mesmo não sendo fatores chave na mesma).

Dito isto, uma peça armazenada numa arrecadação sob vidros fumados pode ser a obra mais valiosa em existência, escondida do conhecimento do mundo. 

 

Vivemos senão para nós mesmos.

N. H.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Destacar-se e Valor Próprio

Ansiedade numa casca de noz

Firmeza, Falhas, Impotência e Relações