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A mostrar mensagens de dezembro, 2023

Loneliness, Hopelessness & Failure

  Prefácio:   Este “guia” é uma simples coletânea feita ao longo do tempo, baseada em livros e artigos que li, conversas que fui tendo e reflexões sozinho sobre diversas experiências.  Embora por questões de organização gostasse de repartir os 3 guias em 3 textos separados, acredito que indiretamente estão muito ligados e que podem trazer soluções uns para os outros, decidi por isso mantê-los juntos numa só publicação. Assim como tudo aquilo que escrevo, pouco provém de mim, acredito que somos espelhos difusos uns dos outros e das nossas vivências, coletando aquilo que nos toca, por vezes remodelando ao nosso jeito e forma de ser.   LONELINESS - SOLIDÃO   1 – Pratica atos de auto apreciação, elogia-te! 2 – Vive o momento, conecta-te com as pessoas, festeja o momento com os que te rodeiam 3 – Desliga-te dos telemóveis quando estiveres com alguém, olha a pessoa nos olhos, pensa nela e ouve-a com concentração 4 – Interage com o maior número de pesso...

O Bom Arquiteto

  Esta falta de concretização na nossa vida quando revolvendo em questões sobre a conexão com os outros, provém por vezes de uma auto consciencialização excessiva do que somos. Como o ditado menciona, “felizes são os ignorantes, pois não têm com o que se preocupar”. Podemos ser então ignorantes de nós mesmos quando partilhando dos nossos momentos os outros, libertando este espaço mental para nos focar-nos neles, tirando muito mais proveito e criando uma conexão muito mais profunda, permitindo-os mergulhar de verdade na nossa vida. Note-se que isto se pode observar e talvez seja parte do porquê dos sociopatas e psicopatas serem encarnação da ideologia oposta a esta, pessoas tão focadas em si próprias, em manipular a visão que o mundo tem sobre elas, que não deixam qualquer possibilidade ou abertura para conexão, já que em qualquer momento partilhado com o outro, o foco revolve em torno do próprio, sem um segundo para pensar naqueles que o rodeiam.   Em tempos conversava c...

Tesouros e Baús

    Aquilo que procuramos no fundo, não é mais do que um invólucro para a nossa alma. Uma caixa que nos sirva de proteção, exibição e embelezamento, como as vitrinas que observamos nos museus. Sendo nós as obras de arte em exposição. Podemos procurar isto através de vários meios, sendo o mais comum e constante, através de outros sob a forma de relação. Onde quero chegar com esta analogia, é que por muito que idealizemos a outra parte, esta não tem uma forma especifica, pois pode tomar qualquer forma, desde que cumpra o seu a sua função. Apreciação completa do nosso ser, e impulsão do mesmo.   Estes “invólucros” podem tomar várias formas, realçando diferentes aspetos cada um, impulsionando e/ou realçando partes diferentes do que somos, extraindo de nós vários dos nossos pontos fortes. O importante é não deteriorarem a arte ao envolvê-la, já que a conservação e melhoria da arte é a parte mais relevante do processo, pois para um ambiente não adequado à preservaçã...

Romantização do Amor

  Base - Parte Um (2021): É necessário entender que a romantização que foi feita sobre o conceito de amor foi levada longe demais, principalmente quando nos referimos a amor numa relação a dois. A relação onde ambos se encaixam perfeitamente, satisfazem todos os quereres e necessidades um do outro, tornando-se a base de felicidade um do outro, é um conceito que, para além de utópico, é extremamente tóxico. A relação amorosa de bom desempenho, na sua base e na essência, não deve ser mais do que dois amigos que estão juntos para partilhar uma ligação mais íntima da sua vida, mas que continuam a ser amigos, não devem nada um ao outro, apenas serem eles próprios, onde as mesmas divergem é apenas no tipo de amigo intimo que cada pessoa gostaria de ter. Um parceiro não é responsável por atender ou encarregar-se das nossas necessidades, sejam elas físicas ou emocionais. Não pode ser de forma alguma o bode expiatório a quem atribuímos a responsabilidade de nos fazer felizes. Muito me...